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O conto de mel

Mel era uma garota que se obrigou a ser forte, então sempre que algo lhe acontecia, ela se obrigava a reagir de forma que quando olhasse para ela não haveria dúvidas de sua força.

Vestia-se frequentemente de ironia e as vezes de rispidez, e a persona foi se moldando, assim acreditava ela, que esse era o seu verdadeiro eu, “ninguém duvida da minha força ” , ” mais durona do que eu não há “.

Um dia, distraída uma delicada borboleta pousou em seu ombro, ela sacudiu, pois embora não admitisse, odiava apreciar o belo. A borboleta com insistência lá continuou.

Então qual não foi a sua surpresa a borboleta lhe sussurrou:

– Óh doce Mel, quão doce eras, e por ser assim muitos erraram as suas doses, e para se defender você trocou o a descrição do pote, de mel para fel.

E então desapareceu.

Assim Mel pensativa, logo se deu conta de que criar uma versão esquisita de si mesma não iria lhe imunizar das doses erradas da vida, e voltou a ser doce como era, para quem soubesse apreciar, e para quem não soubesse, bem, isso não era problema dela!

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DESENHOS

Eterna Anne Frank ❤

Anne Frank – Nascida em 12 de junho de 1929, e se estivesse viva hoje faria 90 anos, foi uma jovem judia vítima do nazismo e morreu com apenas 15 anos no campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha, deixando escrito um diário, que foi publicado por seu pai, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz (Polônia), intitulado “O Diário de Anne Frank”. Valor literário à parte, o maior mérito de Anne foi, postumamente, ter dado um rosto ao Holocausto.

Livros

Resenha: O Diário de Anne Frank

O diário de Anne Frank é um dos meus livros favoritos, apesar dele cortar muito o coração, mas mesmo as histórias tristes tem lá as suas lições. Anne é uma adolescente judia, cheia de anseios, medos e vontades comuns, porém juntamente coma sua família privada de viver uma série de coisas aparentemente simples de uma vida normal, pelo simples fato de ser de origem judaica e por conta de todo o cenário que a 2º Guerra Mundial fez.

Começa como um simples diário, não tão simples pelo fato de ela ter intitulado como seu melhor amigo e ainda dado nome a ele (no caso ela), ela não escrevia como se fosse para si, como usualmente são os diários, ela escrevia em formato de cartas para uma amiga íntima, que ela chamava de Kitty, o que considero bem intrigante.

Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda.

Ela ganha o diário no seu aniversário de 13 anos e um mês após os seus primeiros registros, a família Frank se vê obrigada a fugir, não para fora da cidade, mas para um lugar secreto na própria Amsterdã, que era onde moravam, o lugar para onde foram era chamado por Anne de Anexo Secreto – onde viverão escondidos durante dois anos, Anne e mais 7 pessoas, passando por necessidades e medos, sobretudo o medo de serem descobertos. As narrativas se intensificam, conforme a Guerra e seus impactos avançam, e é possível acompanhar alguns detalhes de perto de quem sofreu com a guerra, já que ela descreve o cotidiano com pormenores – vai desde a situação precária quanto a higiene pessoal ao receio de faltar comida.

É totalmente perceptível o quanto ela muda, em virtude dos acontecimentos que foi obrigada a viver ou não viver. E apesar de tudo isso ela é uma jovem incrível, espirituosa, cheia de sonhos e olhava de uma maneira muito bela para a vida, vários trechos me vi tendo uma lição e suaves tapas na cara ao ver uma pessoa numa situação como estava, não há como negar que era desesperador e ainda assim enxergar beleza na vida, acreditar em dias melhores e até mesmo na própria bondade humana.

Eu acredito a despeito de tudo que no fundo as pessoas são boas

Ela chega até me assustar, pois revela uma força e interpretação de vida muito elevada para sua pouca idade, surpreendendo muitas vezes com sua maturidade, claro que tem sim os seus traços de infantilidade, era natural para idade que tinha. Muito geniosa, dona de uma personalidade e vivia em embate consigo mesmo por conta do próprio jeito.

Depois durmo com a sensação estranha de que quero ser diferente do que sou diferente do que quero ser

Sonhava em ser jornalista ou escritora, e acredito que jamais imaginaria que teria realizado seu sonho, mesmo partindo tão nova. Uma das minhas passagens prediletas do livro é quando ela diz:

Não quero que minha vida tenha sido em vão, como a da maioria das pessoas. Quero ser útil ou trazer alegria a todas as pessoas, mesmo aquelas que jamais conheci. Quero continuar vivendo depois da morte! E é por isso que agradeço tanto a Deus por ter me dado este dom, que posso usar para exprimir tudo que existe dentro de mim


O enredo nos emociona, a escrita nos envolve, e claro nos apegamos a menina Anne. Infelizmente nesse livro não tem um final feliz, por conta dos motivos que sabemos, a Guerra foi devastadora não tem como não revoltar-se com o tamanho que a crueldade humana pode alcançar. Nós leitores sofremos junto com os personagens e sendo um personagem real a dor é ainda maior. Mesmo assim é um livro que vale muito a pena ser lido.

TEXTOS

Seja você!

Não há ninguém como você, e esse é o seu detalhe mais importante. As vezes nos deixamos perder no meio do bando, para ser incluso, aceito, e assim vamos nos adequando para caber em determinados lugares, por vezes até em pessoas, como se fossemos marionetes dos outros. Você precisa se orgulhar por tudo que é, seja em virtudes ou limitações, você é tão único, que não existe mais ninguém com suas impressões digitais, e além delas deve haver uma porção de coisas que são somente – suas. E ninguém pode assumir o seu papel além de você.

Muitas vezes ocultamos sentimentos, verdades, preferências, criamos mecanismos de defesas, disfarçamos características que nos são notáveis – tudo para seguir determinados padrões , até aí tudo bem alguns padrões realmente são necessários para o convívio social, o problema é quando o preço a pagar por isso é deixar de ser você mesmo. É tanta moda, é tanto clichê, são filas e filas de pessoas “iguais”, são tantos filtros , que as singularidades se perdem no vão. Quem veste uma roupa diferente, ou ousa ser qualquer coisa com o mínimo de desvio do trivial é considerada aberração, estranha ou alguma coisa do gênero, as vezes até motivo de chacotas.

Mas acredito que no fundo quem faz de tudo, tentando esconder quem é de verdade, no intuito de ser antenado ou mesmo pertencer, vez ou outra admira tamanha coragem de quem gosta ou faz questão de ser quem é, ainda que isso implique ser o que a maioria das outras pessoas não são.

Só que no fundo as pessoas nem deve se dar conta de que anseia tanto pertencer a algo que acaba deixando de pertencer ao algo mais imprescindível – a si mesmo, que é um dos mais belos detalhes de quem é autêntico.

Você não precisa ser nada além de você, precisa estar alinhado com aquilo que acredita, com seu gosto musical, com suas inclinações a determinados temperos, tudo bem também não gostar de coisas que todo mundo gosta, não precisa conter o riso, nem as lágrimas, e também não precisa rir mais alto.

Vai, confessa que as pessoas que mais encantam, são as mais autênticas possíveis, que não se envergonha e reconhece a beleza de ser exatamente quem é – única. Claro que tem as fases disso ou daquilo, mas o fato de ser você do jeitinho que é, em pura e absoluta vontade, é a fase que nunca deve acabar.


TEXTOS

Felicidade

Eu pensei que a felicidade viesse com a conclusão do ensino médio, depois vi que não era, mas logo acreditei que seria quando passasse no vestibular, e nada. Decerto será quando eu me formar, logo a formatura veio, mas a felicidade não estava dentro daquele canudo. Talvez seja após o emprego. Passado algum tempo, o emprego veio e a felicidade esqueceu de vir.

Mas que coisa! Aposto que será após o casamento, o tão sonhado dia chegou e foi mágico, mas não era atrelado a isso que a felicidade estava. Presumi que fosse a ausência dos filhos, então quando eles vieram, a vida virou do avesso, entendi o amor em sua mais variada forma e conjugações, mas ainda assim não se tratava do que eu pensei.

Então me dei conta de que mania feia temos de projetar tudo no futuro, como se não fosse de agora’s que nossa vida fosse feita. E ao mesmo tempo me pego justificando: “ Eu só queria ser feliz, sabe? Sem culpa, sem medo, sem achar que tem algo de errado só por estar bem e que logo deve piorar. É o que todos queremos afinal. ”

Só que pouca gente repara, eu inclusive, é que a felicidade não é um destino final, felicidade é passagem, e claro, efêmera como qualquer outra coisa nessa vida. Felicidade é alguns pedaços da caminhada, todo caminho tem pedaços íngremes, tem sol, tem chuva, tem dor no pé, e tem descanso as vezes e momentos de alívio.

E a felicidade está distribuída em partes desse curto caminho, o negócio é viver, de preferência o aqui – o agora, saber apreciar, deixar os ouvidos atentos para ouvir os cantos da vida, é olhar para além do que se vê, observar para além do cansaço, dos percalços, e lembrar que mesmo na finitude, existe muita beleza.

Felicidade é abraço apertado, é poder desligar o despertador ou saltar da cama empolgada (o), é clima agradável, é aquele filme marcante, é até aquela nostalgia dos tempos de escola. É a emoção do começo, e por quantos começos não passamos? Do novo, por vezes até a monotonia do velho. É casa cheia e as vezes vazia. É a decolada da viagem, ou o poso da volta. É o brilho do sol, ou a elegância da lua. É sossego, e as vezes barulho, é dualidades, antagonismo, e claro sem nunca deixar de ser equilíbrio. Mas sempre o lembrete de que A FELICIDADE ESTÁ NO CAMINHO!

Livros

Resenha: Mulher V – Cristiane Cardoso (Autora de Casamento Blindado).

Esse foi um dos livros concluídos no mês de maio.
Trata-se de um conteúdo edificante, com uma linguagem bem acessível o livro nos dá orientações importantes de como uma mulher deve ser, agir e portar à luz da Bíblia, pautado especificamente em Provérbios 31, que fala sobre a mulher virtuosa, daí o nome Mulher V.

A autora de uma forma simples e envolvente, elenca características que toda Mulher V precisa ter, abordando temas práticos e cotidianos, e traz uma referência feminina da bíblia para melhor exemplificar cada característica.
Indicado para mulheres que estão em busca de aprimoramento pessoal, e tem profundo interesse em ser uma melhor versão de si mesma.

PS: É um livro cheios de verdades duras e fortes, porém com real sentido em nossas vidas.

Alguns pontos destacados da leitura:

▫️Ela é batalhadora – e uma qualidade de mulheres assim é que elas dependem de si mesmas;
▫️Ela dá um jeito – nós aprendemos a viver com o que temos;
▫️Ela vai em busca de oportunidades – viver é se tornar melhor, é fazer melhor, é crescer;
▫️Ela aprecia – nós determinamos quem somos pela maneira que nos enxergamos;
▫️Ela ajuda – não devemos ajudar ou dar porque esperamos algo em troca e sim porque é a coisa certa a fazer;
▫️Quanto mais você dá aos outros, mais você recebe de Deus;
▫️Ela tem dignidade – uma mulher orgulhosa pode ser respeitada pelo que ela faz, mas nunca pelo que ela é;
▫️Mulheres dignas não tem problemas para se desculpar, a humildade é essência delas;
▫️Ela é doce – É sabia, mas sua sabedoria não faz ninguém se sentir mal, pois ela também é gentil;
▫️A sabedoria tem muito a ver com a maneira com que falamos e com bondade.
▫️Seja uma pessoa doce ao invés de dar o troco na mesma moeda, deixe as diferenças de lado e ponha uma pedra em cima;
▫️Quanto mais você reclama menos você é ouvida;
▫️ Ela é louvada – Uma mulher amarga nunca é atraente, não importa quanta maquiagem use ou quanto peso consiga perder.

TEXTOS

A carta que a morte nos escreveu…

A Carta que a morte nos escreveu

Oi! Pode ser que eu chegue e não dê tempo nem de te cumprimentar, outras vezes eu chegarei a passos lentos, te darei tempo de digerir a ideia, gostando ou não, de refletir, a chance de reparar o que julgar necessário. Quando eu chego de repente muitos se assustam, não entendo o porquê, se sou um fato.

Hoje mesmo eu encontrei com uma mamãe que estava indo para o horário de almoço, para ela era um horário de almoço qualquer, mas para mim não, era o meu encontro com ela.

Infelizmente eu não paro para escutar se ela tem um filho de 3 anos, se ela não jogou o lixo fora, se ela tinha que passar no cartório ou se o marido dela tinha uma endoscopia semana que vem, eu não entendo nada disso.

Só sei que quando me aproximo percebo os pensamentos mais aleatórios e insanos, mas muitos são comuns, alguns lembram do livro que restava apenas 15 páginas, do e-mail que não enviou, da comida para o cachorro que esqueceu de colocar ou de uma série de coisas inacabadas, que ou não serão concluídas, ou serão por uma outra pessoa. O que mais vejo nos olhos de quem encontro é a ficha caindo sobre o amor que deu ou não, do bem que fez ou deixou de fazer. E a compreensão de que todo orgulho, medo, mágoa, ressentimento acumulados, no momento que dão de cara comigo, não passam de inúteis.

Talvez eu chegue na véspera da concretização de um grande sonho, ou no início dele, e muitos irão dizer “quantos sonhos interrompidos” ,”uma vida inteira pela frente”, embora vocês nem saibam o quanto de vida inteira foi creditado para cada um. Desculpe, mas não estou interessada se é uma quinta de natal, se seu irmão casa semana que vem, se você não fez as pazes com seu namorado ou com a sua mãe, se você não fala com a sua tia há mais de dois anos. Nada disso me importa!

Não vou pedir seus documentos, muito menos currículo, não me interessa quem você foi, sua cor, religião, caráter, eu encontrarei a todos, alguns “muito cedo”, outros “na hora”, talvez sim , talvez não, eu sou uma sequência de talvez, de suposições, especulações. De mim, pouco se sabe, dentre elas – é que eu virei e a outra é que é sem aviso prévio. Para todo lado escancaram a frase: “A vida é um sopro”, muito embora muitos não lhe deem crédito, mas eu faço questão de repetir: “A vida é um sopro” e eu sou derradeiro suspiro.