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Sobre a Humildade

Mesmo que vc tenha dinheiro em abundância, que tenha sempre razão (ou acredite que tenha, a gente nunca está certo sobre tudo), que seja amado, que tenha conhecimento, que não lhe falte saúde, e boas companhias.

Mesmo que vc tenha tudo,embora isso não não seja provável. Seja HUMILDE !

Mesmo que seja difícil, seja HUMILDE mesmo assim .

Porque ninguém nunca sabe quando os ventos não estarão a favor, e ninguém pode lhe assegurar que tudo isso é uma bagagem perpétua.

Então, antes mesmo de escovar os dentes , tomar o café e encarar mais um dia. Coloque a roupa da HUMILDADE.

É o traje ideal , para os dias quentes , e os dias frios. E quando outras coleções chegarem , não a pendure !

Mesmo que não esteja na moda, use mesmo assim.

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Ela

Ela é de uma beleza comum, de uns defeitos casuais, qualidades notáveis, mas às vezes nem tanto.

Ela é de um coração sincero, que ora quer, ora não, oscila entre o querer e o não querer, como ondas, mas sempre conectada com o seu próprio sentir.

Ela é de pensamentos insanos, se alteram mais que as tendências da moda, mais que as informações de mercado, mas às vezes se perpetuam em alguns.

Ela é de verdades óbvias e sentimentos mal interpretados, mas às vezes eles escapam com clareza.

Ela é de tudo um pouco com uma mesclagem dos outros que ficaram em ti, mas é tudo de si.

Ela é dos que lhe apreciam, e aprecia os quem dela são , e apesar de tudo isso, ela é tão sua quanto o sol é do verão.

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Quando me cansei de não viver…

Um dia eu me cansei da visão suprimida pela rotina, me cansei de olhar pro trânsito e só ver resquícios de estresse, me cansei de olhar para o mundo e só enxergar crueldade.

Me cansei de olhar para o despertador e só pensar em cansaço, me cansei de prestar atenção no mínimo de saúde que me faltava.

Me cansei de reparar nos fios de cabelos que seguem sua própria lei ou do corte da roupa que não caiu “adequadamente”. 

Um dia cansei de permitir que a maldade que vinha de fora ocupasse qualquer espaço em mim, se nem minha ela era.

Um dia eu parei de sofrer por achar que não era entendida e vi que bom mesmo é tentar entender, não entendi de início, mas reparei que doses de paz foram depositadas em mim, quando apenas um olhar de compreensão foi ofertado.

Um dia cansei que prestar atenção no egoísmo alheio e notei quanto altruísmo desperdiçado havia em mim.

Um dia eu cansei de aspirar por grandeza e assumi minha miudeza e vi que grande mesmo é o finito espaço de tempo entre o nascer e o morrer e a composição de todo o mistério do universo, que não se pode entender nessa brevidade de tempo.

Um dia eu parei de tentar ser perfeita e aceitei que perfeito mesmo eram as somas das nossas imperfeições.

E nesse dia eu pude sentir uma amostra do que é estar verdadeiramente viva, e nessa amostra estava escrito: “apesar de tudo, contemple o belo“.

E assim eu enchi o pulmão com todo ar possível e entendi que todo esse ar é vida e então agradeci por ela, que é uma graça divina. 

E se tirarmos os óculos que só focam em ninharias, veremos quanta beleza espalhada está por toda parte, e para hoje: só contemple o belo!

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O conto de mel

Mel era uma garota que se obrigou a ser forte, então sempre que algo lhe acontecia, ela se obrigava a reagir de forma que quando olhasse para ela não haveria dúvidas de sua força.

Vestia-se frequentemente de ironia e as vezes de rispidez, e a persona foi se moldando, assim acreditava ela, que esse era o seu verdadeiro eu, “ninguém duvida da minha força ” , ” mais durona do que eu não há “.

Um dia, distraída uma delicada borboleta pousou em seu ombro, ela sacudiu, pois embora não admitisse, odiava apreciar o belo. A borboleta com insistência lá continuou.

Então qual não foi a sua surpresa a borboleta lhe sussurrou:

– Óh doce Mel, quão doce eras, e por ser assim muitos erraram as suas doses, e para se defender você trocou o a descrição do pote, de mel para fel.

E então desapareceu.

Assim Mel pensativa, logo se deu conta de que criar uma versão esquisita de si mesma não iria lhe imunizar das doses erradas da vida, e voltou a ser doce como era, para quem soubesse apreciar, e para quem não soubesse, bem, isso não era problema dela!